domingo, 14 de outubro de 2012


ANÁLISE SWOT

O que é e quais são as suas aplicações

A análise SWOT é uma ferramenta de grande eficácia, muito utilizada por empresas, para avaliar ambientes ou
cenários. Pelas suas características e praticidade, a SWOT e de grande valia para as empresas desenvolverem
planejamento estratégico, posicionarem-se no mercado, em determinados ambiente de negócios, ou
simplesmente para avaliar projetos.
O termo SWOT é um acrônimo de Forças (Strenghts), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades
(Opportunities) e Ameaças (Threats).
Como o próprio nome sugere, a SWOT concentra-se no mapeamento e avaliação dos pontos fortes e fracos da
organização, e nas oportunidades e ameaças provenientes do mercado em que atua.
Não há registros precisos sobre a origem desse tipo de análise. Há pesquisadores que creditam a técnica a
dois professores da Harvard Business School: Kenneth Andrews e Roland Christensen. Mas há também
indícios, segundo outros autores, de que essa técnica já era utilizada há mais de dois milênios: “Concentre-se
nos pontos fortes, reconheça as fraquezas, agarre as oportunidades e proteja-se contra as ameaças” (Sun
Tzu, 500 a.C.).

COMO SE FAZ UMA ANÁLISE SWOT

Como sugerido no início, a análise SWOT serve para a avaliação de uma empresa, um projeto, um produto,
uma equipe. Serve até mesmo para uma auto-avaliação pessoal.
A análise é dividida em:
a) Ambiente Externo à organização, sujeito e OPORTUNIDADES (O) e AMEAÇAS (T). Este ambiente está
fora do controle da empresa. Ela não pode controlá-lo, mas pode (e deve) monitorá-lo para
aproveitar as oportunidades de maneira ágil e eficaz e proteger-se das ameaças
b) Ambiente Interno, impactado por FORÇAS (S) e FRAQUEZAS (W). O ambiente interno pode ser
controlado pelos administradores da empresa, uma vez que ele é resultado de estratégias definidas
pela própria organização.
Essa separação de conceito é importante porque a organização tem que agir de formas específicas em cada
cenário.
Empresas que adotam a análise SWOT, fazem as análises geralmente uma vez por ano. A metodologia
consiste em reunir os cargos-chave da organização e discutir amplamente os quatro quadrantes.

É fundamental que as análises, discussões e conclusões sejam resultado de CONSENSO e não de decisão pela
maioria.
A técnica do CONSENSO leva os participantes a discutirem à exaustão cada quadrante, além de levarem a
equipe ao maior grau de comprometimento.
A estrutura da análise pode ser focada nos seguintes campos de discussão:
· Strenghts (Forças)
o O que fazemos bem?
o O que os outros acham que fazemos bem?
o Que recursos especiais possuímos ou podemos aproveitar?
· Weaknesses (Fraquezas)
o O que podemos melhorar?
o O que os outros enxergam como nossas fraquezas?
o Que recursos nos faltam ou temos de menos em relação a outros?
· Opportunities (Oportunidades)
o Quais são as oportunidades externos que podemos identificar?
o Que tendências e/ou modas podemos aproveitar em nosso favor?
· Threats (Ameaças)
o Que ameaças (leis, concorrentes, tecnologia etc) podem nos prejudicar?
o O que nossos concorrentes andam fazendo?
As conclusões devem ser registradas de forma a possibilitar a fácil compreensão dos posicionamentos, bem
como dos impactos maiores ou menores entre eles.
Uma boa prática é adotar relatórios, como os sugeridos a seguir. Eles mapeiam as forças e fraquezas da
organização (ou de determinado processo, setor etc), a partir da identificação das oportunidades e ameaças
provenientes do ambiente externo.
OPORTUNIDADES:
· Lançamento de determinado produto em razão de (...)
· Incremento de preços em determinado produto em razão de (...)
· Aquisição da empresa “xxx”, em razão de (...)
AMEAÇAS:
· Possibilidade de sobretaxas sobre determinados produtos de importação...
· Possível entrada de novo concorrente no mercado...
· Aquisição da empresa (xxx) pela empresa (xxx), o que provocará...



ESTRATÉGIA E TÁTICA, QUAL A DIFERENÇA?

Empregada ao mundo corporativo, estratégias são as opções existentes em um determinado cenário,
dentro do qual se fazem escolhas com o objetivo de se alcançar vantagens competitivas. Táticas
são as ações objetivas aplicadas para a obtenção dos resultados esperados.
Há outras definições mais objetivas que clareiam os dois conceitos:
· Estratégia é “o que fazer”; tática é “como fazer”
· Estratégia visa gerar oportunidades; táticas visam aproveitar oportunidades;
· Estratégias contêm táticas, mas táticas não contêm estratégias;
Estratégia pode ser associada a um jogo, onde predominam incertezas, probabilidades, pensamento
não necessariamente racional ou lógico. A lógica é caracterizada por ações lógicas, racionais,
portanto de soluções previsíveis.
Estratégia e tática são inseparáveis. Nós as utilizamos rotineiramente quando elaboramos planos ou
tomamos decisões nos ambientes profissional e pessoal.
Estratégia precisa ter objetivos claros e decisivos. Além disso, iniciativa, foco, flexibilidade para
adaptar-se mudanças de rumo. Outros aspectos essenciais: liderança, surpresa, segredo.
Três relatos que retratam estratégias e táticas:
1. Alexandre, O Grande
É noite. Alexandre, O Grande, está a algumas horas de uma das mais difíceis batalhas da sua
vida. Como de hábito reúne-se com seu conselho de chefes para receber as informações do dia.
As notícias não são animadoras. Seus inimigos estão na vantagem de cinco para um, são fortes
e bem armados. Neste cenário é impossível vencer lutando diretamente. Se resolvesse esperar
reforços poderia ser atacado. Alexandre pergunta a seus generais sobre quem comanda o
exército inimigo. A liderança não era uma unanimidade; ele mantinha as várias tribos juntas por
acordos e interesses. O líder inimigo era a única pessoa capaz de manter os exércitos unidos e
sem ele dispersariam. Alexandre sabia disso e pôs-se a discutir com seus generais.
Ao final da reunião chegaram à conclusão que só conseguiriam vencer se matassem o líder. Mas
como isso seria possível? Tinham cinco vezes mais força que o exército de Alexandre!.
Imediatamente Alexandre montou sua estratégia. Informou aos generais que deveriam
concentrar todo o exército para matar o líder inimigo. Aquele que conseguisse ganharia uma
condecoração. Seria matar o líder e recuar. Depois aguardariam a ordem de atacar de novo.
Amanhece e todos os guerreiros de Alexandre e os inimigos estão a postos. Todos sabem o que
fazer. Utilizando o elemento surpresa, Alexandre ordena o ataque. Imediatamente todo o exército
corre em direção ao líder inimigo desprezando o combate generalizado. Em pouco tempo o líder
está morto. O exército de Alexandre recua. A confusão toma conta do lado inimigo. Ninguém
sabe o que fazer e nem a quem obedecer. Percebendo o resultado e antes que os inimigos se
organizem Alexandre envia seus exércitos em massa e no meio da confusão derrota o inimigo.

O Sultão e os ladrões
Conta uma lenda que certa vez dois ladrões foram presos e levados à presença do sultão. Pelas
leis do Islã o roubo é punido com amputações ou com a morte. No caso dos dois a pena seria
capital. Antes o sultão perguntou qual seria o último desejo. O primeiro ladrão pediu uma
refeição de rei com tudo que teria direito. Foi atendido. O segundo pediu ao sultão que não o
matasse agora pois ele poderia fazer seu cavalo voar. Todo mundo sabe que os árabes são
apaixonados por cavalos e o sultão não fugia à regra. Curioso, o sultão perguntou ao homem
quanto tempo ele precisaria para isso. O homem disse que seria necessário um ano. Após isso
poderia matá-lo.
O sultão pôs-se a pensar. Enquanto o sultão pensava o primeiro ladrão ficou curioso e disse:
- “Você está louco? Você sabe que cavalos não voam!”
- “Você está certo...” Completou o segundo ladrão. “Mas você esqueceu que ainda tenho três
ou quatro chances de sair vivo e você morre amanhã bem cedo”, retrucou o segundo ladrão.
- “Mas que chances são essas?”, perguntou o primeiro.
- “Simples: em um ano pode acontecer muita coisa. O sultão pode morrer, o cavalo pode
morrer e eu posso ser o primeiro na história a conseguir fazer o cavalo voar”. Finaliza o segundo
ladrão.
O sultão aceitou o desafio e ainda disse que se ele ou o cavalo morressem antes de um ano o
segundo ladrão estaria livre, pois o acordo estaria sendo feito entre eles dois e o segundo ladrão
não deveria ser punido duas vezes pelo mesmo crime.
No dia seguinte o primeiro ladrão foi executado e o segundo ladrão começava o seu trabalho.
Onze meses depois numa viagem a negócios o sultão fere-se gravemente ao cair do cavalo e
poucos dias depois morre. Seu cavalo é sacrificado, pois havia quebrado a perna.
O segundo ladrão foi libertado e nunca mais se ouviu falar dele.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012


Brainstorming
Definição de Brainstorming
Brainstorming é uma dinâmica de grupo em que as pessoas, de forma organizada e com oportunidades iguais, fazem um grande esforço mental para opinar sobre determinado assunto. Na Gestão pela Qualidade Total o método gerencial é o Ciclo PDCA. O brainstorming é uma técnica utilizada na fase de Planejamento, estando embutida na Análise do Processo, que é exatamente a etapa em que são determinadas as causas mais significativas que influenciam o problema e apontadas dentre elas as causas mais importantes.
É aconselhável manter-se a expressão em inglês, pois sua tradução para o português não fornece uma idéia precisa da ação que o termo sugere. Frequentemente, encontra-se a tradução “tempestade de idéias” para esta técnica que, na verdade, é realizada com grande esforço mental, de forma cooperativa, para atacar um problema. O grupo deve ser formado de pessoas que tenham vivência no assunto, ainda que de forma parcial. O brainstorming é um excelente mecanismo de educação e treinamento. A sua condução possibilita o envolvimento pleno das pessoas, procurando entender o problema e as suas causas.
CRITÉRIOS PARA A REUNIÃO
Durante o desenvolvimento da reunião
 devem ser tomados alguns cuidados 
para que os melhores resultados sejam 
alcançados.
Nenhum julgamento
Idéias devem ser imaginativas
Marcar o tempo
Escrever em um quadro as idéias
Nenhum membro da equipe deverá ter 
tratamento especial

QUANDO UTILIZAR
O Brainstorming é uma técnica muito flexível em termos de possibilidades de 
aplicação. Os resultados positivos 
dependerão, principalmente, da habilidade de 
conduzir e “empolgar” a equipe, tornando-a 
comprometida com o sucesso da organização. Dentre as muitas situações nas quais pode ser aplicado, citamos:
Desenvolvimento de novos produtos
   - identificação das características do produto
Implantação do Sistema da Qualidade
    - listagem das atividades a serem desenvolvidas 
pela equipe;
     
- identificação das resistências à mudança na 
organização.

Solucionando problemas
     - causas prováveis do problema;
     - possíveis soluções

DIAGRAMA DE ISHIKAWA
PARA MELHOR SE TRABALHAR O 
BRAINSTORMING, ESTAREMOS 
UTILIZANDO OUTRA FERRAMENTA 
QUE AUXILIA NA IDENTIFICAÇÃO 
DA META OU PROBLEMA, QUE SE 
CHAMA DIAGRAMA DE ISHIKAWA 
(DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO 
OU ESPINHA DE PEIXE).





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

A abertura de uma nova era na Teoria da Gestão de Segurança


a implantação de novas tecnologias e aplicação de uma gestão generalista e posições governamentais para a proteção e preservação do bem patrimonial e da vida humana”.

“Não se deve nunca combater o inimigo, mas a estratégia do inimigo“ (Sun Tzu)

& Histórico da Segurança
** Sua origem
    - 450 / 500 milhões de anos atrás
      * origem do universo (segundo a ciência)
      * surgimento do homem no universo

** Seu desenvolvimento
    * Período Pré-Cambriano
    * Idade da pedra lascada
    * Idade da pedra polida

                     Sociedade Antiga

                     Idade da Pedra Lascada
           * Homem das cavernas
      - viviam em bandos
      - meios de sobrevivência (caça)
      - não possuíam tecnologia (equipamentos)
      - pouco raciocínio
      - inexistência de normas, leis e procedimentos

                     Idade da Pedra Polida
         *  Homem racional
        - uso da razão – (raciocínio)
        - manufaturas de objetos de defesa
        - desenvolvimento de regras disciplinares
        - desenvolvimento de sistemas de proteção
        - início da evolução humana até os dias atuais


Sociedade Antiga

O homem – (sua origem)
                     Segundo a ciência
    - homem das cavernas
      * Autraloptecus
      * Neanderthal
      * Makapan
      * Pequim
      * Sapiens
      * Erectus


Precursores da Segurança

                     Escola Científica da Segurança

    - Homem das cavernas

    - Teorias Bíblicas
       * (Noé, Moisés, Jacó, Abrahão, outros)

    - Teorias das estratégicas 
       * China
           - Sun Tzu – (A arte da Guerra)


                     Escola Pós-Clássica da Segurança

    - Faraós
    - Gregos
    - Spartacus

Idade Média / Feudalismo

                     Comércio com características locais
                     Vulnerabilidade a saques pilhagem caso não possuíssem a proteção do senhor feudal
                     Cruzadas        incêndio
                                               Roubo
                                               Homicídio
                                               Estupro
                     Origem do cheque

                     Escola Moderna da Segurança

    - Segurança Corporativa
       * Gestão Estratégica
          ** Edifícios de alta tecnologia
              *** Arquitetura / Engenharia / Reengenharia
          ** Edifícios inteligentes 
    - Segurança da Informação
       * Proteção de CPD
    - Segurança das operações logísticas
    - Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho
    - Segurança Ocupacional
    - Segurança do Meio Ambiente 






1.1 - GLOBALIZAÇÃO DA SEGURANÇA

              Gestão e Controle de Mercados
               Competição de Mercado
               Grupos de Trabalho
               Sistemas Logístico

                     SEGURANÇA GLOBALIZADA

                     A Segurança na Economia Globalizada
                     Aspectos da Segurança Globalizada
                     Estágios de Operações Globalizadas
                     Recursos Utilizados pela Segurança
                     Informações
                     Previsões
                     Estratégias


1.2 - Gestão da Segurança
                                    - Desenvolvimento Organizacional da Segurança
                                       - Estágios da Agregação Funcional
      - Gestão de Documentos da Segurança

                     Projeto de Sistemas de Segurança
                                    - Reengenharia da Segurança
     - Procedimento de Reengenharia
                                          - Avaliação do Ambiente da Segurança


1.3 - CLASSIFICAÇÃO

A – Segurança Pública
       * Responsabilidade do Estado
       * Constituição Federal (Art. 144)
Segurança Pública: “Estado proporcionado pelo afastamento, por meio de organizações próprias, de todo o perigo ou todo o mal que possa afetar a ordem pública, em prejuízo da vida, da liberdade e dos direitos de propriedade do cidadão” – Plácido e Silva


B – Segurança Privada
       * Formada e gerida por particulares
       * Legislação específica
Segurança Privada: “conjunto de estruturas (atividades) e de função que deverão produzir atos e processos capazes de afastar ou eliminar riscos que possam afetar a vida, a incolumidade e a propriedade das pessoas, mediante o emprego de organização provadas, autorizadas pelo poder público” – Paulo Roberto Aguiar Portella



Segurança Pública

Art. 144 da Constituição Federal
    * Guarda Nacional – (Integração das polícias)
    * Ministério da Defesa
       - Exercito, Marinha e Aeronáutica
    * Ministério da Justiça
       - Departamento de Polícia Federal
    * Polícia Rodoviária Federal
    * Polícia Ferroviária Federal
    * Polícias Civis
    * Polícias Militares
    * Corpos de Bombeiros Militares



2 – FATOR LEGAL DA SEGURANÇA



Lei 7.102 – (20.06.1983)
   Departamento de Polícia Federal – DPF
   - Através das DELESP

Portaria 387/2006
Portaria 515/2007
 
     * Segurança Patrimonial
     * Segurança Pessoal
     * Escolta Armada
     * Transporte de Valores
     * Segurança Orgânica
     * Formação de Vigilantes




Padrões de Segurança no Brasil

Conselho de Segurança Nacional
Guarda Nacional
Forças Armadas – (Exército, Marinha, Aeronáutica)
Departamento de Polícia Federal
Polícia Rodoviária Federal
Polícia Ferroviária Federal
Polícias Civis
Polícias Militares
Corpos de Bombeiros Militares
Guardas Municipais
Segurança Privada (*)
Segurança Orgânica



Legislação de Segurança


                     Lei Nº 7.102, de 20.06.1983.
                     Decreto-Lei Nº 89.056, de 24.11.1983.
                     Lei Nº 8.863, de 28.03.1994.
                     Lei Nº 9.017, de 30.03.1995.
                     Portaria Nº 1.264, de 29.09.1995.
                     Lei Nº 9.437, de 20.02.1997.
                     Portaria Nº 891, de 13.08.1999
                     Instrução Normativa Nº. 10, de 27.06.2001.
                     Portaria N° 2.494, de 03.09.2004
                     Lei 10.826, de 22.12.2004.
                     Portaria Nº. 346 de 03.08.2006.
                     Portaria Nº 1.546
                     Portaria Nº 387, de 01.09.2006.
                     Portaria Nº 515, de 28.11.2007.


                     Lei 7102/83
            “Dispõe sobre segurança para estabelecimentos financeiros, estabelece normas para constituição e funcionamento das empresas particulares que exploram serviços de vigilância e de transporte de valores, e dá outras providências”.


                     Portaria 387/2006
  “normatizar e uniformizar os procedimentos relacionados às Empresas prestadoras de serviços de segurança privada, às empresas que executam serviços de segurança orgânica e, ainda, aos planos de segurança dos estabelecimentos financeiros.





GERENCIAMENTO DE CRISES

Empresas podem se deparar com uma crise de imagem a qualquer momento, previsível ou não. Acidentes, fusões, boatos, entre outras circunstâncias, são alguns acontecimentos para os quais nem sempre estamos prevenidos.

Atitudes e posicionamentos fazem a diferença no mercado e na sociedade. Em uma época em que a velocidade da informação exige respostas rápidas,  precisamos de uma estrutura e de uma cultura de comunicação para situações de risco. Gerenciamento de crise não é uma prática isolada; é uma política constante. É com esse conceito que podemos ajudar a preservar a imagem de uma corporação.

Quem se prepara para uma crise não economiza apenas tempo e dinheiro; deixa de perder posicionamento de mercado e ganha credibilidade.
  • Identificar as atividades e características que podem desencadear uma situação negativa
  • Formatar planos de contingência, de acordo com as necessidades e valores da empresa.
  • Treinar executivos para lidar com os diversos públicos antes, durante e após uma crise.
  • Colocar em práticas as ações contempladas no plano de gerenciamento de crise
  • Acompanhar a evolução das ações e estratégia por meio de auditoria de imagem e auditoria de opinião.

Objetivos
  • Apresentar conceitos básicos sobre o gerenciamento de crises.
  • Discutir “cases” clássicos das grandes empresas  nacionais e multinacionais,  entre outras.
  • Melhorar a percepção sobre fatores de risco e vulnerabilidades das corporações.
  • Dar subsídios para a montagem de programas e planos estratégicos de gerenciamento de crise.
Conceitos
  • Riscos e vulnerabilidades das empresas e instituições.
  • Crises percebidas e não percebidas. A questão da credibilidade.
  • Natureza e características das crises.
  • Fatores que aumentam a vulnerabilidade das empresas.
  • Como elaborar um programa de prevenção de crise.
  • Formação de grupos de gerenciamento de crises.
  • Gerenciamento de crise na Comunicação Corporativa.
  • Casos clássicos – acertos e falhas.
  • Produção de Kits para gerenciamento de crise.
  • Mensagens e comunicados para públicos estratégicos.
  • Principais doutrinas para gerenciamento de crise.
  • Simulados de crise. 

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Cinco Forças de Porter e o Marketing


Alguns especialistas em Marketing desenvolvem ferramentas para que todas as análises sejam feitas corretamente (...). Um dos modelos de análise desenvolvidos foi elaborado por Michael Porter, estruturando um estudo voltado à empresa e o meio em que ela se encontra, inserido as principais variáveis e seus efeitos sobre toda a organização. Com o objetivo de facilitar a elaboração de estratégias mais eficientes, precisas e que dão uma base muito mais sólida, Porter cria uma ferramenta muito útil, que deve ser utilizada em sua plenitude (...). Para que cada ponto seja analisado corretamente, são necessários estudos direcionados a cada uma das cinco forças, com as oportunidades e ameaças inseridas em cada uma delas. Por isso, é muito importante que os profissionais de Marketing estejam atentos às mudanças de mercado e às suas variações mais discretas e a qual ponto podem ganhar muito mais espaço no mercado, ampliando sua rede de consumidores, trazendo mais informações para o ambiente da empresa e gerando um feedback muito melhor e com avaliação mais precisa dos produtos e do mercado. Dentro dessas Cinco Forças de Porter, pode-se notar a preocupação com toda a organização: cada departamento é importante, o mercado é analisado constantemente e há espaço para analisar clientes, fornecedores, concorrentes, novas empresas e rivalidade. Os pontos analisados e inseridos nesse modelo influenciam diretamente o desempenho da empresa no mercado, pois estão ligados e complementam uns aos outros, mesmo que pareçam completamente distantes ou sem nenhuma relação evidente. Vejamos, a seguir, esses pontos. Concorrentes. São analisados todos os concorrentes, suas forças e suas fraquezas, os produtos disponíveis no mercado, seus diferenciais e todo o conjunto de ações elaboradas para manter-se no mercado e conquistar mais clientes. Clientes. Os clientes ou consumidores são desejados por todas as empresas, mas a forma de atingi-los e trazê-los para “dentro” da organização consome tempo e estudos muito aprofundados. Cada fator é importante, desde a faixa etária até os fatores psicológicos, que influenciam seu comportamento e decisão de compras. Fornecedores. Cada vez mais é necessário fazer do fornecedor um parceiro da empresa, qualificando sua estrutura, tornando-o importante dentro de toda a cadeia e dando suporte para que todos cresçam. Consequentemente, o aperfeiçoamento na produção é elevado e conquistam-se mais consumidores.

Novos entrantes. Essas empresas podem causar problemas para quem já está no mercado, pois os produtos estão circulando e os clientes e os consumidores são conhecidos. Então, surgem empresas dispostas a diferenciar seus produtos em busca de ganhos sobre o mercado das empresas já estabelecidas. Esse estudo determina a competência de cada empresa e sua atenção ao mercado. Produtos substitutos. Todo produto pode e será trocado mais cedo ou mais tarde. Não há como imortalizar um produto: os avanços tecnológicos facilitam a troca de um bem por outro. Produtos que exercem funções similares podem tomar o mercado de empresas que já possuem histórico e longa vida no mercado.
Devido a cada um desses motivos, é necessário saber quem é o mercado, quais são as diretrizes novas e especialmente quem é a sua empresa no mercado. Para os profissionais de Marketing, são vitais os estudos destas variáveis que, muitas vezes, os marqueteiros deixam de lado. Michael Porter desenvolveu um modelo de análise da competição entre empresas que considera cinco fatores, ou “forças competitivas”, que devem ser estudados para que se possa desenvolver uma estratégia empresarial eficiente. As Cinco Forças de Porter são as citadas abaixo. Rivalidade entre os concorrentes. Poder de barganha dos clientes. Poder de barganha dos fornecedores. Ameaça de novos entrantes. Ameaça de produtos substitutos.
Em determinado momento, uma ou algumas dessas forças são mais importantes para um setor industrial, assumindo maior influência na determinação da sua lucratividade. A fim de elaborar uma boa estratégia, é necessário conhecer bem o setor e as características que governam suas forças competitivas.

domingo, 7 de outubro de 2012


CENÁRIOS PROPÍCIOS AO SURGIMENTO DE CRISES NAS CORPORAÇÕES

O mundo corporativo é sem dúvida um universo em expansão constante, volátil, incerto e imprevisível. Nele, sua empresa será testada, principalmente nas questões de comunicação aos stakeholders e quanto a gerência das comunicações e dependendo do tamanho da corporação, uma crise definirá o início ou o fim de um projeto.

O Institute for Crisis Management divide em quatro os tipos de crises enfrentados pelas empresas:

  • Atos de Deus
  • Problemas mecânicos
  • Erros Humanos
  • Decisões ou indecisões administrativas

No universo das corporações os objetivos da doutrina do gerenciamento de crise são os de nortear as ações da empresa pelo caráter ético e legal voltado à manutenção da imagem e preservação da participação de mercado.

Entenda-se por participação de mercado, todo o esforço ético e moral que a empresa empreendeu para manter seus produtos e serviços, distante das insatisfações da sociedade de consumo.
 Por outro lado, o fato que leva à crise é o que se denomina situação
crítica. Parte-se da situação crítica para a crise, ou seja, o evento grave, difícil e perigoso aponta a crise.

Exemplos de situações de crise
 1º 1914 a 1918)
2º Guerra Mundial (1939 a 1945)
Tsunami na Ásia (2004) - Terremoto no oceano;
Corte no fornecimento de Gás Natural – Crise Brasil x Bolívia (2007);
Crise Aérea - Brasil (2006 / 2007)
Crise Econômica Mundial (2008 / 2009)
Gripe Suína (2009)
O Governo Federal através do Gabinete de Segurança Institucional da República Federativa do Brasil utiliza a definição de crise como sendo:

“Fenômeno complexo, de diversas origens possíveis, internas ou externas ao País, caracterizado por um estado de grandes tensões, com elevada probabilidade de agravamento – e risco de sérias conseqüências – não permitindo que se anteveja com clareza o curso de sua evolução”.

No contexto policial, a crise é também conhecida como evento ou situação crucial e se mal administrada, pode macular a credibilidade e a imagem da instituição policial. Uma verdadeira manifestação violenta e imprevisível do rompimento do equilíbrio, da normalidade, enfim, da paz social.

Cenários que entendemos desfavoráveis existem porque vivemos num mundo tão interligado que um problema que, em princípio, diria respeito a apenas uma empresa ou a uma comunidade distante pode adquirir imediatamente uma dimensão muito maior. Em um mundo globalizado, uma notícia de vazamento de petróleo, em outro canto do planeta pode afetar ações de empresas com as quais que mantém relações comerciais.